5 problemas gerados por falta de histórico de serviços

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Não são poucas as empresas que possuem problemas frequentes e vivem em constante correção desses, sem entender de fato a sua causa. Independente do campo de atuação, é necessário ter muita atenção a todos os processos. Isso não é diferente quando estamos no meio das obras de manutenção ou conservação rodoviária: cada detalhe vale, e, seja para a concessionária ou para a empreiteira, ter um histórico dos serviços, da forma como foram prestados e demais informações, pode ser mais importante do que parece.

A baixa atenção ao histórico e a análise histórica de dados é resultado da dificuldade de mensuração do rendimento que ele gera. Isso porque o “rendimento econômico” do histórico de dados não se configura pelo controle financeiro contratual da obra com  a mensuração de rendimentos diretos, advindos dos serviços prestados, mas sim do conhecimento técnico do gestor.

No gerenciamento se pode ver a rentabilidade gerada ao realizar a atividade de forma mais direta. Já quando falamos da análise do histórico de serviços, o tempo destinado a essa tarefa é escasso e se não feita de maneira correta, pode trazer consequências para a empresa, é isso que veremos neste artigo.

Mas quais são essas consequências?

Certamente todo mundo algum dia já ouviu a frase “Errar uma vez é humano, mas persistir no erro é tolice”. E por que ela se encaixa tão perfeitamente nessa situação? Pois, das diferentes consequências que iremos citar, todas giram em torno desta ideia: ter um histórico detalhando os seus serviços nos faz entender quais caminhos levaram ao erro e quais levaram ao sucesso definitivo. Não tê-lo pode nos deixar perdidos entre essas indecisões, o que irá requerer mais tempo, capital e trabalho em cima dos novos serviços para seguir um caminho que talvez ainda nem seja o certo.

  • Imprevisibilidade e dificuldade para identificar problemas

Por mais que um processo esteja dando certo, isso nem sempre quer dizer que está sendo feito de maneira correta e que não irá acontecer um problema futuramente. Ter um histórico de como as atividades foram feitas previamente em situações parecidas não trará exatamente uma bola de cristal, mas mais facilidade em ter uma previsão do futuro se baseando nos resultados que os processos já feitos trouxeram nos serviços concluídos.

  • Atividades corretivas

Seguindo da mesma lógica, podemos entender que a dificuldade em identificar os problemas irá levar a uma maior ocorrência deles devido a imprevisibilidade, trazendo consigo efeitos negativos nos serviços. Quanto maior a frequência desses problemas, mais atividades corretivas serão necessárias. Essas podem ser uma simples mudança de placa de marco quilométrico para um pouco mais a frente, ou até mesmo o retrabalho em  uma duplicação de rodovia. Assim, não se aconselha contar com a sorte da correção, já que algumas podem acabar custando caro.

  • Dificuldade na tomada de decisão

Além de gastar mais tempo, dinheiro e trabalho, ocorrências e correção de problemas trazem a necessidade de análise de causa e efeito para evitá-los e também pode consumir muito tempo de quem administra os serviços. Isso não é diferente nas obras rodoviárias, já que geralmente possuem mais de uma maneira de atingir os objetivos e estão sempre sujeitas a imprevistos. A decisão de como algo será feito precisa ser rápida, o que não acontece quando se tem dificuldade para tomá-la.

  • Custos altos, baixa produtividade e desperdício de tempo e dinheiro

Como já mencionado, entende-se que todos os efeitos negativos já apontados fazem parte de um ciclo vicioso de problemas e falta de histórico. Assim, uma coisa pode levar a outra e transformar tudo em uma grande bola de neve. Por mais que alguns pontos parecem acarretar somente na necessidade de mais tempo, de um maior investimento ou de mais trabalho dos funcionários inseridos ali, esses pontos estão sempre ligados: o quanto mais um determinado serviço for atrasado, menos outros serviços poderão ser feitos, mais caro ele custará e maior o tempo de trabalho e desgaste de quem o faz. Portanto, menos receita à empresa, ou até prejuízo.

  • Crescimento estagnado

Por fim, esse é o mais crucial e destino final do ciclo. Como já dito, tudo o que fora mencionado se faz tão presente que pode acontecer em empresas de todos os campos. Como nosso objeto aqui são as obras de manutenção rodoviária, é necessário atentar-se a elas: sua complexidade faz com que possuam uma série de detalhes, processos e serviços que precisam de devida atenção.

Muitas concessionárias e empreiteiras costumam ver suas respectivas concorrentes tendo uma grande evolução e se perguntam como, pois parece que realizam o mesmo trabalho, no mesmo nível. Porém, é no externo que conseguimos enxergar o resultado de ter um bom funcionamento interno. Ter um histórico dos serviços feitos detalhado e organizado, que engloba desde o projeto de uma grande pavimentação a um pequeno serviço de pintura de sinalização e permita uma boa análise de dados e resultados, irá ser um propulsor para isso. 

Se você se identificou com os pontos citados em algumas atividades da sua empresa, é hora de mudar: o segredo para obter um crescimento pode estar não exatamente nas atividades que trarão receita, mas nas que indiretamente têm potencial de captar mais receitas e aumentar margens.

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