6 sinais de alerta no gerenciamento de obras rodoviárias

gerenciamento

Compartilhe esse conteúdo

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

Independente do cenário no qual uma obra está inserida, as empresas que as administram enfrentam problemas diariamente e não sabem dizer de onde surgem situações como gastos excessivos, atrasos ou acidentes. E não seria diferente nas estradas. Muitas vezes, os empecilhos acontecem diante de uma escassez de planejamento e acompanhamento da obra, atividades que fazem parte do que chamamos de gerenciamento de obras. Os problemas gerados por essa falha têm grande impacto no andamento da obra, e por isso empresas devem estar atentas aos sinais de que algo precisa ser feito ou mudado. 

Gerenciamento

Comentamos duas principais vertentes da gestão de obras: planejamento e acompanhamento. Mas o que ela engloba dentro do modal rodoviário? Bom, o que faz essa atividade tão importante é justamente o fato de ela cobrir desde uma atualização diária sobre se a mão de obra está utilizando EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) a uma lista orçamentária de todos os materiais por etapa, incluindo o acompanhamento da previsão do tempo para evitar atrasos imprevistos: são diversas atividades.

Mesmo que um gerenciamento mal feito seja capaz de até dobrar o tempo de uma obra, poucas empresas dão a importância necessária à atividade. Um dos motivos para isso, além da falta de conhecimento sobre sua importância, é a necessidade de tempo e investimento para obter sua plena qualidade. Para dar os primeiros passos a fim de uma boa gestão, precisa-se investir em capacitação e preparo de seus funcionários, além de tecnologias que a facilitem, claro. Hoje, grande parte do processo é feito de forma manual nas rodovias Brasil afora, e o que é pelo computador depende muito da capacitação dos funcionários para organizar e gerir uma grande quantidade de dados, o que é comum em rodovias extensas.

Para obter sucesso, assim, o gerenciamento deve vir primeiro de dentro da empresa, obtendo bons profissionais e motivação entre eles. A partir do gerenciamento empresarial, parte-se para o gerenciamento de obras e execuções, que é nada mais do que uma gestão a fim de realizar a obra no menor tempo possível, na melhor qualidade e no menor custo.

Sinais 

Segundo o último Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa a posição 113 de 137 países no Ranking de Qualidade das Rodovias. É um valor preocupante por si só, e ainda mais pelo fato de 70% da distribuição de insumos e produtos e 90% do transporte de pessoas passar por ali. A maioria das estradas foram construídas nos anos 60 e já ultrapassaram sua vida útil há anos, porém permaneceram sem manutenção, precisando, às vezes, não só dessa atividade mas uma reconstrução inteira para melhorá-las. Além da carga histórica, os problemas gerados pela falta de gerenciamento de obras rodoviárias formam um ciclo que piora cada vez mais, e uma “bola de neve” que impacta diretamente outros problemas aqui já discutidos, como o transporte de cargas e sua questão econômica e as multas para as concessionárias.

As obras às quais nos referimos têm longa duração, envolvem grande número de profissionais e têm alto orçamento. Por isso, qualquer indício de problema na gestão, por mais que pareça pequeno, faz um grande impacto. A fim de ajudar a localizar e solucionar esse problema, citaremos alguns sinais de percepção de que esse processo precisa ser melhorado.

  • Atraso nos prazos contratuais

É o principal ponto que assola grande parte das obras. Ocorre por diversos fatores, como o atraso dos materiais, condições climáticas desfavoráveis, problemas com a mão de obra contratada ou falta de orçamento. Porém, para evitá-lo, existe um caminho principal: o planejamento. É necessário ter um cronograma de obras com datas e acompanhar este periodicamente, também cruzando-o com o previsto no contrato. Recomenda-se deixar uma “sobra” de tempo para as tarefas mais importantes e que podem ser mais suscetíveis a imprevistos, mas com atenção ao contrato para não ultrapassar prazos e acabar levando multas.

  • Custos acima do previsto

A principal causa do abandono de obras hoje é a falta de orçamento. Porém, caso isso aconteça, a empresa vai descumprir o contrato e trará ainda mais problemas. Ter um controle sobre cada atividade, seu tempo de execução e materiais que necessita é essencial para evitar isso. Também é importante ter um gerenciamento de riscos, e em toda obra de grande porte mais sujeita a imprevistos é necessário prever um fundo de reserva.

  • Falta ou atraso de entrega de materiais

Esse problema resulta da falta de uma planilha orçamentária bem definida e organizada. Hoje a grande parte dos materiais já pode ser prevista antes da obra. Assim, é de extrema necessidade ter um cronograma de compras com base nessa planilha, e constantemente comparar o avanço da obra com o cronograma, confirmando a chegada dos materiais e fazendo o pedido dos novos com a antecedência necessária. Muitas vezes, a falta de materiais por falta ou atraso dos pedidos acaba por deixar a mão de obra parada, o que logicamente vai atrasar e trazer mais custos, visto que posteriormente terá de ser pago hora extra. 

Um outro erro relacionado a isso é comprar demais ao início da planilha orçamentária, devido ao menor custo em quantidade. Porém, a empresa precisa estar atenta à capacidade dos seus locais de armazenagem. Pode acontecer de a quantidade de material exceder, e então ter que deixar o material em local provisório e de difícil controle. 

Para saber mais leia o post: Saiba como a gestão de suprimentos pode te ajudar na sua obra

  • Falta de comunicação e problemas com funcionários

Não adiantaria investir em controle, organização e tecnologia se os profissionais que irão manusear essas ferramentas não estiverem aptos e motivados. Por isso, além das melhorias, os recursos humanos, capacitação e treinamento dos funcionários também é um ponto crucial para o gerenciamento de obras. No caso rodoviário, muitos profissionais precisam se comunicar e enviar dados para os demais a longas distâncias, por isso são necessárias plataformas que integrem-os e facilitem sua interação no dia a dia.

  • Acidentes e outros problemas recorrentes com mão de obra

Outro problema de grande importância relacionado ao preparo de funcionários é a questão da mão de obra. Hoje, a mão de obra pode ser própria ou terceirizada, onde a concessionária contrata uma empreiteira para o serviço. Nessa última situação, é necessário analisar sua credibilidade e atentar-se ao contrato de empreitada, para que esteja alinhado aos prazos e pedidos da agência. Além do nível de desmotivação ser alto nesse campo por conta do trabalho duro e isso ter grande impacto no andamento da obra, a pior consequência que o despreparo pode causar são os acidentes.

  • Canteiro de obra desorganizado

Um canteiro de obras desorganizado é um simples espelho de uma má gestão. O acúmulo de entulhos, mistura desses com materiais e assim dificuldade de encontrá-los, são exemplos de situações que acontecem por conta da falta de acompanhamento. E, por incrível que pareça, essa desorganização têm potencial para causar acidentes no canteiro e desperdício dos materiais.

Concluindo

Em resumo, as duas vertentes que definem a atividade de gerenciar obras são: planejar e acompanhar. Mas como aplicar isso dentro da empresa?

Assegurar-se de que todas as obras prometidas no contrato são viáveis de serem feitas no seu tempo, selecionar funcionários responsáveis, planejá-las e projetá-las, montar um cronograma dessas por etapa e data, elaborar uma planilha orçamentária de materiais e mão de obra, averiguar possíveis riscos e imprevistos, atentar-se às mudanças climáticas, acompanhar e fiscalizar o dia a dia no canteiro são apenas algumas atividades principais dessa gestão que, bem feitas, irão garantir qualidade, otimização de recursos e prazo às obras. 

Recomendamos começar, nas obras já em andamento, pelo problema: identificar os existentes e ver de que forma poderiam ter sido evitados com uma boa gestão, assim aplicando-a como forma de solução. Já para as futuras obras, é importante organizar-se desde o contrato inicial até seu fim. Em conclusão às recomendações já dadas, acreditamos que o caminho é investir em boas parcerias, no caso de fornecedores e empreiteiras, em bons funcionários e práticas voltadas a eles, e principalmente em ferramentas e soluções tecnológicas que facilitem e agilizem o gerenciamento e suas atividades.

Referências

https://www.e-gestaopublica.com.br/obras-rodoviarias/
https://blog.ipog.edu.br/engenharia-e-arquitetura/problemas-em-obras/
http://celere-ce.com.br/carreira/gestao-de-obras-5-erros-que-geram-prejuizos/

Você também pode gostar de ler